O L.E.G.U.M.E. PALHAÇOS está a promover um retiro de palhaço do dia 03 até dia 09 de julho, durante o retiro acontecerá a oficina: A SUBJETIVIDADE DO ATOR E O CLOWN com Marianne Consentino
O investimento para a oficina é:
- Disponibilidade para o trabalho
- Disponibilidade para a convivência em grupo
- 200 reais.
A inscrição só será confirmada após o pagamento de 50% ou 100% do valor de 200 reais. Caso a pessoa pague 50% na primeira parcela os outros 50% deverão ser pagos no primeiro dia de Oficina. O prazo máximo para inscrição é o dia 26 de junho.
As vagas são limitadas e será dada preferência para a comunidade Itajaiense caso não cubra todas as vagas será aberta para pessoas de outras cidades.
Embora o retiro seja do dia 3 até o dia 9, o alojamento será feito no dia 2 de julho e a saída da casa será no dia 10 de julho, Isso para não prejudicar o trabalho durante os 7 dias. Para chegar no espaço será organizado o transporte com os inscritos de Itajaí até Pereque.
O projeto tem o apoio da prefeitura Municipal de Itajaí, da Fundação Cultura de Itajaí e do TECONVI através da Lei Municipal de Incentivo á cultura
Apresentação da Oficina:
De acordo com o encenador inglês Peter Brook, “o teatro talvez seja uma das artes mais difíceis porque requer três conexões que devem coexistir em perfeita harmonia: os vínculos do ator com sua vida interior, com seus colegas e com o público” [1]. Embora Brook não se refira em nenhum momento ao clown, os elementos considerados por ele como necessários ao ator são o que legitimam o clown, ou seja, sem esses elementos o clown não existe. Nesta oficina o clown é apresentado como a exposição dos aspectos ingênuos e ridículos do ator diante de um público. Esta é a linha de pesquisa seguida sobretudo pelos clowns franceses, que consideram mais importante a maneira como o clown faz algo, do que o que ele faz propriamente. Segundo esta linha, a relação com o público e com o ambiente é um aspecto essencial para o desenvolvimento do ator nesta linguagem. Deste modo tanto a conexão do ator com sua vida interior quanto sua relação com o universo exterior se configuram como princípios fundamentais – o que nos leva a crer que a técnica do clown pode ser um caminho para a arte do ator. Por incitar o contato do ator com seu universo interior, a técnica do clown propicia, enfim, a exposição da subjetividade – pessoal e coletiva. Assim esta oficina pretende lançar um olhar para as características pessoais do ator e para a maneira como esta individualidade pode ser exposta coletivamente no fazer artístico.
Objetivo Geral: Estimular o processo de contato do ator com sua subjetividade através de exercícios e jogos de iniciação à arte do clown.
Objetivos específicos:
- Propiciar a experimentação de alguns princípios técnicos essenciais à linguagem clownesca, como a noção de foco, triangulação e relação direta com a platéia;
- Despertar o “estado de jogo”
- prontidão, espontaneidade, alegria
– através de exercícios de improvisação;
- Estimular o contato do ator com o universo lúdico do clown através de brincadeiras e jogos;
- Promover a relação entre o ator e a máscara através do uso do nariz vermelho;
- Vivenciar a relação em grupo, estimulando as relações de confiança, entrega e doação ao outro.
Metodologia:
A oficina está centrada na experimentação prática; os conceitos relativos à linguagem do clown serão abordados na medida em que forem vivenciados corporalmente. Os encontros/ vivências pretendem abordar:
- Jogos;
- Exercícios corporais;
- Exercícios de exposição pessoal; - Exercícios de sensibilização; - Improvisações.
Currículo resumido da Ministrante: Marianne Tezza Consentino é licenciada em Educação Artística – Habilitação Artes Cênicas pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2004), mestre em Artes pela Universidade de São Paulo (2008) e doutoranda em Artes Cênicas pela Universidade Federal da Bahia (2010-em andamento). Sua formação prática na linguagem da comédia se deu através de cursos com Beth Lopes (São Paulo), Leris Colombaioni (Itália), Ricardo Puccetti (Campinas), Sue Morrison (Canadá), entre outros. Sócia-fundadora da Traço Cia. de Teatro (2001 – Florianópolis/SC), dirigiu os espetáculos mais recentes da companhia: Fulaninha e Dona Coisa, de Noemi Marinho e As três irmãs, de Anton Tchékhov. As montagens participaram de festivais nacionais e internacionais, recebendo diversas indicações e premiações, entre elas melhor espetáculo e direção (As três irmãs) e melhor atriz (em ambos os espetáculos).
[1] BROOK, Peter. A porta aberta: reflexões sobre a interpretação e o teatro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 260.






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